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Internacional
• Índices globais seguem sob pressão em face à intensificação do Covid-19;
• Reunião do FOMC não acontece em função dos 2 encontros extraordinárias promovidos pelo Comitê no mês de março.

Brasil
• Bolsa aciona Circuit Breaker pela sexta vez em oito pregões;
• Dólar fica consistentemente acima dos R$ 5;
• Curva de juros continua embutindo elevação no prêmio de risco.


FECHAMENTO:

Ibovespa:66.895 (-10,35%)
BR$/US$: 5,19 (+3,79%)
DI Jan/27:8,48% (+ 95 bps)
S&P 500: 2.398 (-5,18%)

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

MAIORES ALTAS:

CRFB3: R$ 20,19 (+1,97%)
BBSE3: R$ 26,85 (+0,67%)
VIVT4: R$ 54,21 (-0,71%)

MAIORES BAIXAS:

SMLS3: R$ 10,30 (-37,80%)
CVCB3: R$ 6,49 (-34,77%)
AZUL4: R$ 10,35 (32,04%)


CENÁRIO EXTERNO:

Mercados… Ativos de risco ao redor do globo, como era de se esperar, voltaram a apresentar quedas fortes ao longo da sessão. No final do dia, tanto o S&P500, índice americano, junto ao Stoxx 600, índice pan-europeu, voltaram a encerrar as negociações em território notadamente negativo. As medidas de estímulos anunciadas, tanto do lado fiscal quanto monetário, na medida em que ainda não surtem efeito relevante sobre a atividade ou os mercados, continuam sendo avaliadas pelos investidores ao redor do mundo. Neste cenário de alta volatilidade e incerteza, continuamos recomendando cautela na alocação de capital. Não se sabe ao certo quando, exatamente, a atual pandemia cessará de contaminar o fluxo de comércio e produção e, portanto, a alta volatilidade deve continuar caracterizando a dinâmica das bolsas no curto prazo.

Enquanto isto, no continente europeu… A situação continua grave para os países que compõem a maior área economicamente integrada do mundo. Na Itália, o número de infectados já ultrapassou 35 mil, enquanto o número de mortes já chegou aos três mil. Somente nas últimas 24hrs, o vírus levou ao óbito 475 indivíduos. Em Portugal, já há 448 infectados e o estado decretou estado de emergência, dando poder irrestrito para que o governo possa limitar a mobilidade de civis, escolher quais negócios ficam abertos ou fechados e aumentar os gastos do governo. Na Alemanha, Merkel, a chanceler do país, afirmou que a luta contra o Covid-2019 é o maior teste que a nação já se defrontou com desde a segunda guerra mundial; o país já tem quase 12 mil infectados.

Movimentos do Federal Reserve… Pelo fato de muita das políticas estimulativas do Fed já foram anunciadas ao longo dos últimos dias, a decisão de política monetária que estava prevista para hoje foi cancelada. Apenas relembrando, desde a semana retrasada, o Fed promoveu dois cortes de juros que totalizaram uma redução de 150bps na taxa de referência, levando-a ao intervalo mínimo, cunhado de zero lower bound pelos economistas, de 0% – 0,25%; e injetou mais recursos no mercado monetário via compra de títulos públicos com diferentes datas de vencimento e retomou a antiga prática de afrouxamento quantitativo, também conhecido como QE, ao voltar a compras títulos de dívida lastreados em hipotecas e notas promissórias. Todas estas medidas visam garantir um suave fluxo de crédito às famílias e empresas na medida em que a atividade econômica passa a cair.


BRASIL:

Mercados… Como de costume, o viés negativo importado do exterior voltou a contaminar as decisões de investimento locais. O Ibovespa caiu consistentemente abaixo do limiar de 70 mil pontos e voltou, pela sexta vez em oito pregões, a acionar o Circuit Breaker – evento onde as negociações são suspensas por 30 minutos após queda de 10% no índice. Da forma que está acontecendo, parece ser o caso que investidores brasileiros já precificam a ocorrência de uma recessão em 2020. Importantes casas locais preveem crescimento de 0%, se não negativo. No mercado cambial, o dólar, na esteira de mais um corte de juro na taxa Selic – que será anunciado logo após o fechamento de mercado – segue pressionando o real e está sendo negociado consistentemente em torno dos R$5,20. A alta do CDS de cinco anos, métrica de risco país, na medida em que continua flutuando em torno de elevados valores, continua imprimindo efeito altista sobre a cotação do dólar. Não há por que demandar reais se o risco de se investir em títulos brasileiros está cada vez mais alto. No mercado de juros, as taxas operaram em alta, principalmente devido à elevação do nível do prêmio de risco e da cotação forte do dólar.

CVC… Em meio a forte disseminação do Covid-19 e a elevação das preocupações quanto à capacidade brasileira de contenção, a empresa voltou a amargar uma forte depreciação, tendo seu valor de mercado reduzido em 85% somente em 2020.

VIVT4… A falta de apetite por risco no mercado acabou por beneficiar a empresa. Por possuir baixa correlação com o índice, a Telefônica tem sofrido menos durante o período de incerteza quanto ao desempenho econômico global. Dessa forma, a performance do papel foi pouco impactada pelo mau humor que caracterizou pregão de hoje.

Equipe Econômica

Conrado Magalhães
[email protected]

Alejandro Ortiz Cruceno
[email protected]

Victor Beyruti Guglielmi
[email protected]

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