Internacional
 Bolsas internacionais encerram o dia em território negativo;
• Índice de expectativas para a zona do euro sofre forte deterioração;
• Índice de produção manufatureira de NY tem forte elevação

Brasil 
• Ibovespa acompanha exterior e devolve parte dos ganhos da 2ªF;
• Real segue pressionado e renova máxima histórica ao cotar R$ 4,36/US$;
• CDS cai, pela primeira vez, abaixo dos 95 pontos base;
• Monitor do PIB da FGV aponta para crescimento de 1,2% do PIB em 2019.


FECHAMENTO:

Ibovespa:114.977 (-0,29%)
BR$/US$: 4,36 (+0,79%)
DI Jan/27:6,40% (+3 bps)
S&P 500: 3.370 (-0,29%)

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

PRINCIPAIS ALTAS:

MRFG3 R$ 13,46 (+7,34%)
ELET3: R$ 38,30 (+5,95%)
ELET3: R$ 40,65 (+5,23%

PRINCIPAIS BAIXAS:

QUAL3: R$ 41,28 (-3,10%)
BPAC3: R$ 74,95 (-3,04%)
HYPE3: R$ 36,39 (-2,91%))


CENÁRIO EXTERNO:

Mercados… O clima de aversão ao risco impulsionado pelo surto do novo coronavírus continua contaminado as decisões de investimento ao redor do mundo. Bolsas globais operaram em queda ao longo da sessã,o na medida em que grandes empresas como a Apple – que anunciou corte na perspectiva de vendas após a declaração do principal produtor de iPhone, Foxconn, não conseguiria retomar a produção por completo – explicitam os efeitos da doença sobre os seus resultados. O caso da Apple diz respeito a uma história muito mais abrangente, visto que pandemia está interrompendo fluxos e cadeias de produção em todos os continentes. Ao todo, tanto o S&P500, assim como o STOXX 600, encerraram o dia em território negativo. O ouro, assim como os títulos americanos, famosos Treasuries, operaram em alta e queda, respectivamente, evidenciando a contínua corrida a ativos de segurança.

Economia europeia… Como antecipamos no Apito Final de ontem, o índice de expectativas para a zona do euro sofreu uma deterioração relevante em fevereiro. Caiu de 25,6 para 10,4 no mês. O mês marcou o 1º período em que os efeitos do novo coronavírus foram repercutidos. Se por um lado este fenômeno incita uma queda no fluxo de consumidores às lojas devido ao medo de contaminação – a Europa já tem 39 casos confirmados –, por outro, restringe a importações de importantes insumos no lado da produção devido à baixa utilização da capacidade na economia chinesa.

Economia americana… Ao contrário do continente europeu, dados referentes à economia americana continuaram apontando para uma vigoroso ritmo de expansão. O Empire State Manufacturing Index, que mensura a produção no estado nordestino de NY, obteve a maior alta em nove meses ao atingir 12,9 pontos. Após contrair por boa parte de 2019 devido às incertezas relacionadas à disputa comercial, o sub-índice de manufatura se recuperou em janeiro. Não obstante, por mais que o Fed esteja “monitorando de perto” o surto do vírus, a recuperação não deve ser duradoura, uma vez que o setor manufatureiro também deve sofrer a piora dos fluxos do comércio global. Há de se relembrar: a China, assim como para o Brasil, também é o principal parceiro comercial dos EUA, enquanto os países que compõem a União Europeia também estão entre os primeiros.


BRASIL:

Mercados… Contaminado por um cenário externo que continua se demonstrando desafiador, o Ibovespa acompanhou as bolsas no exterior e operou em queda ao longo do pregão. O real, todavia, sem participação do BC, continuou cedendo terreno ao dólar. O comentário de Roberto Campos, de que o “câmbio flutuante vai para onde tiver de ir”, pode ter contribuído para alimentar a pressão sob a divisa brasileira. Não obstante, é importante frisar que o atual nível do câmbio é bom para economia brasileira e não reflete, ao contrário de episódios anteriores, questões relacionadas a um desalinhamento de fundamentos sólidos e elevação de riscos, medidos pelo CDS – ativo que reflete o risco-país. Este, por sua vez, operou em queda ao longo do pregão e cotou, pela primeira vez desde 2007, os 92 pontos bases, repercutindo o discurso de Rodrigo Maio em conferência do BTG sobre perspectivas favoráveis de aprovação para a PEC Emergencial; hoje uma das mais importantes peças do ajuste fiscal brasileiro. No mercado de juros, as taxas operaram sem grandes oscilações.

Atividade econômica (Ibre)… Segundo o monitor do PIB produzido pela FGV, a economia deve registrar, em 2019, um crescimento de 1,2% em 2019. Pelo lado da demanda, o consumo das famílias e a FBCF cresceram 2,7% e 1,8%, respectivamente. Pelo lado da oferta, os três grandes setores (indústria, serviços e agropecuária) também catalogaram crescimentos. O investimento (FBCF), por mais que tenha crescido, continua modesto; movimento que se explica, parcialmente, em função da queda na produção de bens de capital como máquinas e equipamentos. A atual composição do PIB continua apontando para um crescimento que é puxado principalmente pelo consumo das famílias, e, em específico, o derivado do setor de serviços, em função das baixas taxas de juros e inflação, assim como pela expansão do crédito. O setor externo continua debilitado, decorrente da retração da Americana Latina e do mundo como um todo, mas principalmente devido à queda contínua na renda argentina. O hiato do produto, que mensura a diferença entre o PIB efetivo e o potencial, segue em território negativo, pontuando a ainda elevada capacidade ociosa da economia. De acordo com técnicos da instituição, o hiato ficou em -4,1% no 4T19. Na prática, isto significa que a economia brasileira está crescendo à 4,1% do seu potenc

Marfrig… A empresa foi um dos grandes destaques do índice hoje. Além da divulgação dos resultados da companhia, que ocorre ainda nesta semana, as recentes notícias sobre corte nas tarifas sobre carne bovina americana pela China afetaram positivamente o desempenho do papel.

Eletrobrás… Outro destaque de alta, as ações da Eletrobras subiram em meio as falas de Salim Mattar e Rodrigo Maia em Evento em São Paulo, onde indicaram que a companhia é a que possui as maiores chances de ser privatizada neste governo.

 

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