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Internacional 
• Bolsas globais continuam em terreno negativo devido às incertezas geopolíticas
• Zona do euro continua pressionada na falta de uma resolução concreta em torno da disputa comercial
• Índices de Preços ao Produtor americano indica que a sinalização de uma pausa no ciclo de cortes por parte do Fed foi acurada

Brasil 
• Ibovespa continua operando em queda e se estabiliza em torno dos 106 mil pontos
• Resultado positivo do IBC-Br não é suficiente para animar o humor do mercado local


FECHAMENTO:

Ibovespa: 106.485 (+0,40%)
Real/Dólar: 4,18 (+0,30%)
DI Jan/21: 4,64% (+ 2 bps)
S&P 500: 3.097 (+0,10%)

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

PRINCIPAIS ALTAS:

VVAR3: R$ 7,57 (+7,83%)
COGN3: R$ 10,27 (+6,20%)
LREN3: R$ 51,56 (+4,61%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

BRKM5: R$ 29,00 (-4,89%)
MRVE3: R$ 16,89 (-4,03%)
SUZB3: R$ 36,64 (-2,66%)


CENÁRIO EXTERNO:

Mercados…. Bolsas internacionais continuaram ensaiando a mesma tendência fraca verificada ao longo dos últimos dias. Tanto o STOXX600, índice pan-europeu, quanto o S&P500, índice americano, continuam refletindo um alto grau de cautela em função das instabilidades geopolítica ao redor do mundo, com especial ênfase para as incertezas em torno de quando, onde e o que exatamente será firmado na fase 1 do acordo comercial que foi costurado em outubro entre as duas maiores economias do mundo. A desaceleração da economia chinesa, como demonstrada pelos dados publicados hoje, também contribuiu para a preocupação em torno do cenário de retração da demanda global.

Zona do euro…. Como mencionamos no Mercados Hoje, a produção da Alemanha, assim como do bloco europeu como um todo, registrou um crescimento que surpreendeu as expectativas e reduziu a possibilidade de uma recessão técnica na região. O efeito positivo da divulgação do dado, contudo, não foi suficiente para reverter o quadro preocupante da economia europeia, que já beira a estagnação.

Inflação americana…. O BLS (Bureau of Labor Statistics, em inglês), agência de estatísticas americana, publicou hoje o IPP (Índice de Preços ao Produtor). Por mais que este não seja o índice oficial utilizado pelo Fed para implementar a política monetária, ele, assim como o IPC (índice de preços ao consumidor), nos dá uma boa proxy de como vem se comportando a inflação americana. Da mesma forma que o índice de preços ao consumidor ontem, o núcleo do IPP (que exclui componentes voláteis como alimentos e energia) também registrou um leve aumento em outubro com relação ao mês setembro. Além disto, o índice voltou a surpreender em relação às expectativas de mercado. Assim, a sinalização do Fed de encerrar o ciclo de cortes em outubro parece ter sido acertada, tendo em vista o tempo que leva para as 3 reduções da taxa de juros imprimirem efeito significante sobre a economia americana.


BRASIL:

Mercados…. A bolsa local apreciou ganhos moderados com relação ao fechamento do dia anterior, porém continua consistentemente abaixo dos altos patamares verificados na semana passada. Pela primeira vez em aproximadamente três semanas o índice furou o piso dos 106 mil pontos e passou a ser negociado em torno destes patamares novamente. A continuidade da inquietação social Chilena continua contaminando os ativos de risco brasileiros, incluindo o real, que voltou a operar em alta e bateu uma máxima intra-diária de R$ 4,19; próximo do patamar psicológico de R$ 4,20/USD, que levou o BCB a intervir em setembro. O resultado bastante positivo do IBC-Br (índice de atividade do Banco Central), da mesma forma como os dados de volume de serviços e vendas no varejo, não foi suficiente para animar o humor do mercado, porém surtiu efeito altistas sobre os vértices mais curtos dos DIs futuros. O CDS de cinco anos (medida de risco país), por sua vez, seguiu a tendência verificada ao longo dos últimos dias e operou em alta, refletindo a leve frustração em torno do avanço das pautas reformistas. Isto por que o Congresso tem priorizado, pelo menos em tom, as PECs que tratam de reverter a decisão do STF sobre condenação em segunda instância.

Via Varejo… A varejista brasileira situou-se na ponta verde do pregão ao longo das negociações de hoje. O bom desempenho do papel da empresa refletiu as mais novas decisões de negócios, que utilizam um imenso montante de dados para analisar o comportamento e perfil de consumo de mais de 60 milhões de clientes. De acordo com Roberto Fulcherberguer, o presidente da companhia, a Via Varejo conseguirá, nas próximas semanas, “ofertar produto, preço e taxa diferenciada para cada consumidor”.

MRV… A construtora situou-se na ponta vermelha, registrando a maior desvalorização do índice desta quinta-feira. As perdas explicam-se em função das preocupações entorno do futuro operacional da empresa, uma vez que os resultados trimestrais ficaram abaixo das estimativas de mercado. Os receios refletiram-se também na recomendação de uma grande instituição financeira, que acabou cortando a recomendação e o preço alvo do papel, citando como uma das razões a menor velocidade de vendas da companhia e a compressão das margens brutas..

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Renda Variável*


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Luis Gustavo Pereira Luis Gustavo Pereira

Estrategista

Graduado em Administração de Empresas pela ESPM, com pós-graduação em Economia e Setor Financeiro pela USP e MBA em Finanças pelo INSPER. Tem mais de 8 anos de experiência no mercado financeiro. Atualmente, é o estrategista da Guide Investimentos.

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