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Internacional
• Ativos de risco internacionais voltam a operar em queda;
• Produção industrial e utilização da capacidade da indústria registram piora na economia americana;
• Leitura preliminar do PIB europeu registra crescimento de 0,9% em 2019.

Brasil 
• Ibovespa acompanha exterior e fecha o dia em território negativo;
• Intervenção do BC força queda do dólar abaixo de R$ 4,29/US$
• IBC-Br cai 0,27% em dezembro.


FECHAMENTO:

Ibovespa:114.380 (-1,11%)
BR$/US$: 4,29 (-1,41%)
DI Jan/27:6,33% (-11 bps)
S&P 500: 3.380 (-0,16%)

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

PRINCIPAIS ALTAS:

IRBR3: R$ 34,65 (+5,64%)
NTCO3: R$ 50,89 (+3,50%)
MRFG3: R$ 11,65 (+3,10%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

BBSE3: R$ 34,48 (-7,41%)
USIM5: R$ 9,90 (-4,35%)
BPAC3: R$ 78,00 (-4,28%)


CENÁRIO EXTERNO:

Mercados… Ativos de risco ao redor do globo operaram de forma mista ao longo do dia. Na medida em que o coronavírus segue exercendo algum tipo de pressão sobre as decisões de investimento, dados de atividade não ajudaram a impulsionar índices europeus ou americanos de forma significativa. As commodities seguiram a tendência observada no início das negociações e operaram com leve viés positivo.

Economia americana… Em primeiro lugar, a produção industrial – que todavia sente os efeitos defasados das tarifas implementadas durante a disputa comercial sino-americana – decepcionou aos cair 0,3% em janeiro. Parte desta queda explica-se em função da redução na produção dos aviões da Boeing. A categoria de “aeronaves e partes” caiu 10,7% em dezembro, subtraindo 0,3 ponto percentual do índice como um todo. Os dados fracos da produção industrial repercutiram, também, a redução na utilização da capacidade instalada, que caiu para o menor nível desde 2017, ilustrando a resistência para o investimento a despeito da oficialização do acordo entre China e EUA. Na outra ponta, as vendas no varejo para o mesmo período continuaram avançando a um ritmo robusto (+0,3%), em linha com as expectativas do mercado.

Economia europeia… A leitura preliminar para o PIB do 4T2019 voltou a frustrar as expectativas dos participantes de mercado. Ao crescer pífios 0,1%, registrou um crescimento acumulado de apenas 0,90% no ano, pontuando ao ainda fraco crescimento da região e repercutindo os recentes dados fracos de diferentes setores.

Corolários para a política econômica… O corte de juros implementado em setembro do ano passado, assim como a retomada no programa de recompra de títulos públicos e privados, não parece ter surtido efeito relevante sobre a atividade econômica europeia. As taxas de juros negativas, que em teoria deveriam desestimular a formação de poupança em prol do consumo, aparentam estar tendo efeito apenas marginal. O crescimento anêmico da região deve continuar reforçando a tese daqueles que acreditam em uma maior presença da política fiscal, isto é, aumento de gastos ou redução de impostos como necessário para fazer com que a atividade retome tração. Como muitas economias da região detém taxas de crescimento positivo face a taxas de juros negativas, uma expansão fiscal não necessariamente coloca a dinâmica do endividamento em uma trajetória perigosa. A ausência de superávits primários em algumas economias, porém, torna tal opção arriscada.


BRASIL:

Mercados… Como mencionamos no Mercados Hoje, ativos de risco brasileiros contornaram a dinâmica verificada no início da semana. No acumulado do dia, o Ibovespa devolveu boa parte dos ganhos ao cair mais de 1% durante a sessão. No mercado cambial, o real voltou, pela primeira vez na semana, a ganhar força contra o dólar após a intervenção do Banco Central. Assim como ontem, o banco ofertou 20.000 contratos de swap cambial, forçando uma baixa sobre a cotação que a fez atingir, pela primeira vez na semana, um patamar abaixo dos R$ 4,30 /US$. O CDS de cinco anos, medida de risco país, segue operando em torno dos 100 pontos base, ainda sem um driver relevante no front fiscal do país. No mercado de juros, as taxas operaram com queda relevante ao longo de todos os vértices em função do IBC-Br, que continuou demonstrado que a economia brasileira tarda para ganhar potência.

Atividade econômica… Investidores voltaram a se decepcionar ao observar o IBC-Br, índice produzido pelo Banco Central e considerado uma proxy para o PIB. Ao cair 0,27% em dezembro, registrou um crescimento anual de 0,90%. O dado freou as expectativas mais otimistas sobre o crescimento e repercutiu os dados setoriais, que também apontaram para a mesma tendência anêmica. Mesmo com a liberação das contas do FGTS e inflação e juros baixos, todos os grandes setores da economia tiverem um desempenho além do esperado. No mês de dezembro os setores de serviços, varejo e indústria tiveram queda de 0,4%, 0,8% e 0,7% respectivamente. Em função disso, as taxas ao longo da curva de juros, principalmente ao longo dos vértices médios, chegaram a cair mais de 10 pontos base, explicitando as apostas do mercado em taxas de juros mais baixas por mais tempo.

IRB… A empresa teve ótimo desempenho no pregão dessa sexta-feira. Após fortes quedas decorrentes das cartas de um fundo de investimento questionando práticas contábeis da seguradora, acionistas voltaram a tomar o papel a preços bem descontados.

Rumo… Após resultados divulgados na quinta-feira à noite, o papel fechou em queda. Além de ter vindo abaixo das expectativas, o mercado também se decepcionou com os dados relacionados a dezembro.

 

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