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Internacional 
• Fase um do acordo comercial entre China e EUA encontra novo impasse
• Dados de exportação americana contrariam discurso de Trump no Economic Club de NY
• Apesar de apresentar queda menos acentuada na produção industrial, a economia europeia continua pressionada

Brasil 
• Ambiente caótico da América Latina continua contaminando a bolsa local
• Vendas no varejo avançam e imprimem efeito altista sobre taxas futuras intermediárias
• BCB publica amanhã seu índice de atividade econômica, o IBC-Br


FECHAMENTO:

Ibovespa: 105.985 (-0,72%)
Real/Dólar: 4,17 (+0,30%)
DI Jan/21: 4,62% (+ 5 bps)
S&P 500: 3.094 (+0,07%)

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

PRINCIPAIS ALTAS:

WEGE3: R$ 29,31 (+2,88%)
TIMP3: R$ 12,63 (+2,68%)
CSAN3: R$ 58,92 (+2,29%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

CSNA3: R$ 11,35 (-4,14%)
MGLU3: R$ 42,27 (-2,69%)
ELET6: R$ 37,39 (-2,45%)


CENÁRIO EXTERNO:

Mercados…. Bolsas ao redor do mundo operaram mistas ao longo das negociações de hoje, repercutindo, todavia, os vetores de tensão que vem impregnando as decisões de investimento dos participantes de mercado. Enquanto o S&P500 apreciou uma tendência altista, o STOXX600, índice pan-europeu, movimentou-se na direção contrária.

Nada resolvido…. A indefinição em torno do firmamento da fase um do acordo parcial entre as duas maiores economias do mundo continua uma incógnita. Desde ontem, além do discurso feito por Trump, nenhum comunicado formal foi feito para apaziguar as incertezas que permeiam as decisões de investimento. Como antecipamos no Apito Final de ontem, investidores sofreram mais um abalo ao receber a notícia definitiva de que as negociações entre as duas maiores economias do mundo encontram-se em um impasse no que tange às compras de produtos agrícolas americanos por parte dos chineses. A China parece estar bastante relutante para fixar um compromisso numérico no texto do acordo.

Quem está vencendo?…. Por mais que o tom e as palavras de Trump em seu discurso de ontem no Economic Club de Nova York tenham tratado de pintar um quadro que preconiza os EUA como vencedores na disputa em andamento, isto não é efetivamente o que contam os dados. Se olharmos para o porte de Los Angeles, o maior dos EUA, verificamos que a quantidade exportada pelo mesmo caiu em 19,1% desde outubro do ano passado, muito em função das tarifas retaliatórias impostas pela china. A tão esperada compra de produtos agrícolas por parte dos chineses, por sua vez, somente reporia o valor perdido desde o início da disputa, o que não constituiria um “win”, como costuma dizer Trump. Além disto, enquanto o fluxo de comércio chinês tem reduzido sua dependência nos EUA em prol dos europeus, os americanos têm feito o oposto ao ameaçar impor tarifas sobre o bloco. Estes fatores, quando tomados em conjunto, acabam, em grande parte, corroborando a invalidez do discurso feito por Trump.

Inflação americana…. O BLS (Bureau of Labor Statistics, em inglês) publicou hoje um dos principais índices de inflação americano, o CPI. Por mais que o índice não seja diretamente utilizado pelo Fed para a implementação da política monetária, ele funciona como um bom termômetro para PCE, o índice efetivamente utilizado pela instituição. Enquanto estimativas de mercado previam uma estabilidade do índice, seu verdadeiro valor avançou 0,10 p.p com relação ao mês de setembro. Gradualmente, a inflação americana está reagindo aos três cortes implementados ao longo de 2019. Isto, acoplado ao discurso do presidente da instituição, J Powell, que mais uma vez enfatizou a importância do fluxo de dados para pautar a decisão de política monetária, reforçou a probabilidade de que o Fed deve manter a taxa básica de juros estacionada em seu atual intervalo de 1,50% – 1,75% na reunião de dezembro.

Zona do Euro…. Europeus voltaram, mais uma vez, a apreciar um pequeno alívio com relação ao futuro econômico do bloco. A produção industrial do bloco, de acordo com a Eurostat, sofreu uma queda menos acentuada do que previam as estimativas de mercado. O dado, contudo, não foi suficiente para travar o movimento de queda nas bolsas europeias. Como mencionamos no Apito Final de ontem, uma melhora mais consistente para os ativos de risco europeus dependerá de um ajuste vigoroso das tensões geopolíticas.


BRASIL:

Mercados…. Acompanhando a dinâmica verificada nas negociações de ontem, o Ibovespa voltou a operar em queda ao longo do pregão desta quarta-feira. As indefinições em torno da disputa comercial (vide Cenário Externo), assim como as instabilidades políticas verificadas na Bolívia, Chile e Venezuela continuam promovendo um maior sentimento de aversão entre investidores. Naturalmente, estes fatores ocasionaram uma fuga para ativos de segurança como o dólar, contribuindo, novamente, para uma depreciação mais acentuada do real. Fatores de carácter técnico, como o vencimento de opções, também contribuíram marginalmente para a queda do índice. O resultado das vendas do varejo, que registrou significante avanços em termos anuais, não foi suficiente para imprimir efeito positivo sobre o índice, mas exerceu pressão altista sobre as taxas futuras nos vetores intermediários da curva de juros. O CDS de cinco anos (medida de risco país), por sua vez, continuou a operar em alta, refletindo a incerteza em torno de como a atual conjuntura da política nacional pode ou não travar os avanços das reformas estruturais.

No radar…. O Banco Central do Brasil irá publicar amanhã seu índice de atividade econômica, o IBC-Br. O dado é de grande importância, uma vez que servirá para ajustar as projeções de mercado para o PIB do 3T19. Após registras uma ligeira queda em termos anuais no mês de agosto, economistas preveem um vigoroso avanço de 1,70% para o mês de setembro. Amanhã o mercado saberá de fato se estes últimos dados de atividade (volume de serviços e vendas no varejo) realmente refletem um avanço mais significativo da economia brasileira, ou se ilustram apenas uma melhora momentânea.

Cogna…. A empresa do setor de educação situou-se na ponta verde do pregão. Boa parte do desempenho positivo do papel se deve aos resultados financeiros trimestrais bastante positivos. O lucro líquido da empresa aumentou em 40% em relação ao mesmo período do ano passado. A evasão de alunos, porém, continua como fator preocupante, uma vez que esta continua em patamares elevados.

CSN…. A companhia de siderurgia, na ponta vermelha, configurou-se como o papel com pior desempenho ao longo das negociações. As incertezas em torno da demanda global, ocasionadas pelo recente impasse em torno da disputa comercial, imprimem efeito negativo sobre as pautas de exportação da empresa, causando assim, uma piora na valorização da mesma.

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Renda Variável*


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Luis Gustavo Pereira Luis Gustavo Pereira

Estrategista

Graduado em Administração de Empresas pela ESPM, com pós-graduação em Economia e Setor Financeiro pela USP e MBA em Finanças pelo INSPER. Tem mais de 8 anos de experiência no mercado financeiro. Atualmente, é o estrategista da Guide Investimentos.

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