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Internacional
• Bolsas internacionais operaram sem direção única;
• O mundo fica à espera dos resultados do novo encontro entre negociadores de Washington e Pequim.

Brasil
• Bolsa local ficou à mercê da dinâmica no exterior e operou em queda ao longo das negociações;
• Frustração com relação ao progresso da reforma da Previdência intensifica queda do Ibovespa na sessão.


FECHAMENTO:

Ibovespa: -0,59%; 99.981,4 pts
Real/Dólar: -0,30%; R$ 4,09
DI Jan/21: -0,70 bps; 4,81%
S&P 500: -1,56%; 2.893,06 pts

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

PRINCIPAIS ALTAS:

CSAN3:R$ 52,62 (+2,19%)
BPAC11:R$ 51,62 (+1,98)
QUAL3:R$ 30,20 (1,68%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

CSNA3: R$ 12,43 (-4,31%)
KROT3: R$ 10,40 (-3,70%)
MRFG3 : R$ 11,47 (-3,12%)


CENÁRIO EXTERNO:

Mercados… Hoje, o comportamento volátil das bolsas, como de costume, se deu em função das incertezas que os embates geopolíticos têm exercido sobre a economia global. Como mencionamos no Mercados Hoje, a pretensão da Casa Branca de travar o fluxo de negociações entre empresas americanas e 28 empresas chinesas promoveu maior cautela entre investidores. Com as negociações marcadas para esta 5ªF, a medida foi interpretada pelo mercado como brusca, e demonstrou, mais uma vez, o que tem caracterizado de melhor forma a gestão Trumpiana: incoerência. Se Trump está disposto a causar este nível de instabilidade em uma semana tão crítica quanto esta, o que garante que uma trégua, mesmo que parcial, seja atingida? Na verdade, não muito. O presidente americano acredita que pode intimidar o gigante asiático, mas falha ao não perceber que o mesmo têm sido muito mais eficaz, via implementação de políticas estimulativas e rearranjos tarifários, em prevenir os efeitos negativos que a disputa comercial têm sobre sua economia.

Mais dos mercados… Do outro lado do Atlântico, a queda livre do mercado acionário repercutiu, naturalmente, os acontecimentos da disputa comercial. O dado positivo sobre a produção industrial alemã não foi suficiente para animar o humor dos mercados, pois novos desenvolvimentos no que tange ao Brexit geraram um alto nível de incerteza. Fontes anônimas ligadas ao governo britânico classificam como “essencialmente impossível” a possibilidade de que se alcance um acordo com a União Europeia para executar o Brexit. Johnson, premiê britânico, falou com Merkel, sua contraparte alemã, sobre as propostas que apresentou à União Europeia. De acordo com ela, um acordo nunca será possível ao menos que a Irlanda do Norte fique em união aduaneira com a UE. Tal requerimento, naturalmente, é praticamente impensável para o chefe de governo.

Powell mais uma vez… Em conferência coletiva concedida à impressa, Jerome Powell, presidente do Fed, discursou sobre os próximos passos da política monetária. Powell comunicou que o Fed continuará analisando cuidadosamente os dados sobre atividade e inflação, com enfoque específico na maneira como os riscos geopolíticos podem impactar o processo inflacionário. Contudo, o conteúdo da conversa não alterou as expectativas com relação à continuidade no ciclo de cortes da taxa de juros, ainda mais por que o índice de preços ao produtor veio abaixo do esperado.


BRASIL:

Mercados… A bolsa local ficou mais uma vez condicionada à dinâmica do cenário externo, sem respaldo no noticiário local. O Ibovespa se comportou de maneira altamente volátil nas sessões de hoje, operando sem tendência clara e fechando o dia no vermelho. O comportamento sem rumo da bolsa reflete a frustração com que investidores tem interpretado o avanço de importantes medidas, como o acordo em torno da repartição dos recursos da cessão onerosa, e, naturalmente, a reforma da Previdência. Um gerador de ruído adicional foi a notícia, sem embasamento, de que o Ministro da Economia, Paulo Guedes, pretendia deixar seu posto no governo. Os acontecimentos, tanto internos quanto externos, também tiveram efeito sobre o CDS de cinco anos (medida de risco-país), que sofreu um aumento expressivo ao longo das negociações. O dólar, por sua vez, se manteve relativamente estável ao longo das negociações, em torno dos R$ 4,10.

Na ponta negativa…. As ações do setor de siderurgia encerram o dia como as principais quedas do índice. Com o aumento das tensões entre EUA-China os ativos que são influenciados pela perspectiva do comercio global e aumento da demanda por minério de aço, sofreram em meio ao cenário negativo. CSN fechou como a maior queda do índice.

Na ponta positiva… Parte dos papéis ligados ao setor financeiro foram destaques de alta, recuperando parte das perdas das últimas sessões. Vale notar: BTG encerrou a sessão próximo dos 2%, enquanto B3 teve alta de 1%. Mais: Cosan também foi destaque, reagindo às recomendações (isto é, positiva) de outras Casas para o ativo.

 

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Renda Variável*


Luis Gustavo Pereira – CNPI
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Luis Gustavo Pereira Luis Gustavo Pereira

Estrategista

Graduado em Administração de Empresas pela ESPM, com pós-graduação em Economia e Setor Financeiro pela USP e MBA em Finanças pelo INSPER. Tem mais de 8 anos de experiência no mercado financeiro. Atualmente, é o estrategista da Guide Investimentos.

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