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Internacional 
• Bolsas internacionais ganham fôlego extra após EUA e China confirmarem a retirada de algumas tarifas
• Banco Central da Inglaterra mantém a taxa de juros estacionada em 0,75%

Brasil 
• Nova rodadas de leilões de campos de petróleo decepcionam novamente, na ausência da participação de empresas estrangeiras
• IPCA de outubro registra valor ligeiramente acima das expectativas, porém acumulado em 12 meses fura o piso d a meta do CMN (2,75%)


FECHAMENTO:

Ibovespa: 109.398 (+0,96%)
Real/Dólar: 4,10 (+0,66%)
DI Jan/21: 4,55% (+ 6 bps)
S&P 500: 3.085 (+0,28%)

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

PRINCIPAIS ALTAS:

USIM5:R$ 8,25 (+7,41%)
NATU3: R$ 33,80 (+6,93%)
BRKM5: R$ 30,70 (+5,86%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

IRBR3: R$ 36,50 (-3,97%)
BTOW3: R$ 53,10 (-2,14%)
YDUQ3: R$ 38,70 (-1,95%)


CENÁRIO EXTERNO:

Mercados…. Mercados internacionais voltaram a registrar altas mais relevantes nesta 5ªF. Como de costume, os mais recentes desenvolvimentos em torno da disputa comercial promoveram um menor sentimento de aversão entre investidores e deram tração às bolsas ao redor do mundo. Como havíamos mencionado no Mercados Hoje, Pequim comunicou que havia acordado em retirar gradualmente tarifas que estão atualmente em vigor. Ao longo da tarde, Washington impulsionou o otimismo dos mercados ao confirmar o comunicado. A notícia, caso se concretize, será extremamente positivo para o comércio global, uma vez que uma gama de produtores irá destravar investimento que vinham sendo segurados pela incerteza que a guerra comercial impõe sobre a demanda. As cadeias de produção globais, por sua vez, não sofrerão mais devido à distorção alocativa que as tarifas causam.

Zona do Euro…. Empresas ao redor do Velho Continente iniciaram o dia em alta devido ao apaziguamento das tensões comerciais, porém rapidamente perderam tração ao longo do dia. Uma maior alta da bolsa não foi sustentada devido à divulgação de mais um dado econômico negativo referente à maior economia do bloco, a Alemanha. A produção industrial do país germânico catalogou, novamente, uma queda maior do que as estimativas de mercado previam. O dado continua reforçando o quadro recessivo do país, alimentando expectativas negativas com relação a possibilidade de a recessão alemã contaminar a atividade econômica dos outros participantes do bloco.

BoE…. O Banco Central da Inglaterra optou, hoje, por manter sua taxa básica de juros estacionada em seu atual patamar de 0,75% ao ano. A decisão era amplamente esperada, e o BC apenas confirmou as expectativas do mercado. A decisão faz sentido, uma vez que a taxa real de juros já está em território negativo e opera de forma defasada sobre a produção. Testar territórios cada vez mais negativos tem sido um ponto de preocupação central para, não só o BoE, como para muitos outros Bancos Centrais ao redor do mundo, uma vez que não se sabe exatamente como as autoridades monetárias irão reverter esta tendência.


BRASIL:

Mercados… Acompanhando os movimentos verificados na bolsa americana, o Ibovespa apreciou mais um dia de viés positivo e voltou a renovar sua máxima histórica. Os entendimentos em torno da disputa comercial (vide Cenário Externo) ocasionaram uma alta no apetite por ativos de risco locais. O mesmo, porém, não pode ser dito sobre o real frente ao dólar, que perdeu força ao longo das negociações devido ao fracasso da segundada rodada de leilões e frustrou, novamente, as expectativas em torno de um maior influxo de divisas estrangeiras. Como mencionamos no Mercados Hoje, restavam cinco campos para serem leiloados, e, novamente, a presença de empresas estrangeiras foi praticamente nula. O CDS de cinco anos (medida de risco-país), voltou a operar em queda, parcialmente anulando as interpretações de que os resultados decepcionantes dos leilões refletiam o anseio dos investidores com relação ao progresso do ajuste fiscal brasileiro. As taxas futuras, por sua vez, continuaram a operar em alta, repercutindo a alta do dólar, assim como a divulgação do IPCA de outubro, que catalogou um valor acima das expectativas.

IPCA…. O IPCA de outubro veio ligeiramente acima do esperado pelo mercado (Bloomberg), registrando uma inflação na ordem de 0,10% no mês – menor leitura do índice em registro para o mês de outubro. O leve avanço trouxe a inflação acumulada em 12 meses para 2,54%, leitura que furou o piso da meta estabelecida pelo CMN (2,75%). Tendo em vista o ritmo apresentado no período, acreditamos que a inflação irá manter esta dinâmica baixista, e mantivemos nossa aposta que o IPCA irá terminar o ano bem abaixo da meta, ao redor de 3,4% (falamos disso no Flash Macro).

Natura…. A gigante do setor de cosméticos configurou-se como um dos principais destaques ao longo das negociações de hoje. A forte valorização do papel deve-se ao fato de que o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou, sem restrições, a compra da Avon. Em função disto, a valorização torna-se evidente, uma vez que esta aquisição amplia os possíveis ganhos de sinergia com as operações das duas empresas.

IRB…. A empresa de resseguros situou-se na ponta negativa do pregão, registrando a pior desvalorização em função de resultados financeiros trimestrais abaixo das estimativas de mercado. De acordo com a empresa, o lucro líquido elevou-se em 28,9%, puxado principalmente pelo faturamento no exterior. Tendo em vista os números, o resultado não é negativo, mas deixou a desejar na visão de analistas e investidores.

Contatos

Renda Variável*


Luis Gustavo Pereira – CNPI
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Equipe Econômica

Rafael Gad
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Julia Carrera Bludeni
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Luis Gustavo Pereira Luis Gustavo Pereira

Estrategista

Graduado em Administração de Empresas pela ESPM, com pós-graduação em Economia e Setor Financeiro pela USP e MBA em Finanças pelo INSPER. Tem mais de 8 anos de experiência no mercado financeiro. Atualmente, é o estrategista da Guide Investimentos.

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