Internacional 
• Bolsas internacionais dão sequência aos movimentos de alta;
• Dados de emprego e PMI reforçam estado robusto da economia americana;
• Europa segue demonstrando sinais de estabilização.

Brasil 
•Bolsa acompanha exterior e opera em alta;
• Copom corte Selic em 25 pontos base e renova a mínima histórica com taxa de 4,25%.


FECHAMENTO:

Ibovespa:116.028 (+0,41%)
BR$/US$: 4,24 (-0,31%)
DI Jan/21: 6,41% (-6 bps)
S&P 500: 3.334 (+1,13%)

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

PRINCIPAIS ALTAS:

USIM5 R$ 10 27 (+4,90%)
BBAS3: R$ 50 40 (+4,46%)
BPAC11: R$ 78,90 (+4,31%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

HPAV3: R$ 58.38 (-4,84%)
ABEV3: R$ 17,25 (-2,27%)
YDUQ3: R$ 55,50 (-1,94%)


CENÁRIO EXTERNO:

Mercados… Bolsas internacionais deram sequência aos movimentos de alta verificados no início da semana e operaram em alta ao longo do pregão. O possível surgimento de uma vacina deu tração aos mercados reduzindo a cautela acerca do impacto que o coronavirus terá sobre a economia global. Ao todo, o S&P500, índice americano, assim como o STOXX600, índice pan-europeu, passaram por uma valorização de mais de 1%.

Economia americana… Dados de atividade econômica divulgados hoje continuaram reforçando a tendência expansionista da economia americana. Do lado do mercado de trabalho, o resultado da ADP, uma espécie de proxy para o relatório de emprego que será divulgado na sexta-feira, registrou um aumento de 291 mil vagas ante estimativas de criação de 157 mil. Empresas de médio porte registraram a maior contratação, com a criação de vagas focada no setor de construção e manufatura. No que tange às expectativas das firmas com relação à produção, houve expansão do Índice de Gerentes de Compra (PMI, na sigla em inglês) composto de 52,7 para 53,7. O destaque ficou com o setor de serviços que, ao continuar em expansão, registrou uma alta de dez meses. O enfraquecimento da demanda externa, porém, preveniu um avanço de maior relevância para o setor.

Economia europeia… A economia da zona do euro, na medida em que é bem mensurada pelo PMI, registrou um crescimento mais forte entrando em 2020. A leitura final para o mês de janeiro fechou em 51,3 ante 50,9 em dezembro. Como nos EUA, a expansão segue liderada pelo setor de serviços. Todas as nações contempladas na pesquisa catalogaram expansões, porém a taxas diferentes. França e Espanha registraram avanços menores na produção, enquanto a Alemanha expandiu, com destaque para o avanço nos novos negócios e uma melhora no mercado de trabalho. Na contramão, o enfraquecimento da demanda estrangeira continua pesando sobre a produção do bloco na medida em que os efeitos do acordo sino-americano ainda não surtiram efeito de peso. Não obstante, por mais que os resultados positivos sejam bem-vindos, a economia da região não deve apresentar crescimento robusto, mas sim uma estabilização; algo que deve continuar promovendo a existência da postura acomodatícia por parte do BCE.


BRASIL:

Mercados… A dinâmica positiva verificada nos mercados internacionais também ocorreu com a bolsa local. No acumulado do dia, o Ibovespa teve uma alta de 0,41%. No mercado cambial, com o corte de juros já precificado, o real passou por um processo de acomodação e operou com leve queda. De qualquer forma, a moeda, todavia, segue sendo negociado em elevados patamares. O corte de 25 pontos base pode tornar a limiar de R$ 4,25/US$ no novo normal para o câmbio brasileiro. No mercado de juros, as taxas operaram de forma relativamente estável, sem driver específico. O CDS de cinco anos, como de costume, continuou sendo negociado em torno dos 100 pontos base.

Atividade econômica… O setor de serviços continuou demonstrando sua resiliência neste início de ano. O PMI do setor cresceu de 51 em dezembro para 52,7 em janeiro, sinalizando um crescimento de 7 meses. Dos quatro subsetores, o de Finanças & Seguros registrou a maior alta. Repercutindo os dados da PNAD-Contínuo divulgados na semana passada, a pesquisa demonstrou que o setor continua catalogando avanços no número de contratações, enquanto a confiança dos produtores continua em alta. Investimento, cenário macroeconômico favorável, reformas estruturais e um maior número de clientes estão entre as razões que explicam o otimismo do setor produtivo. Os preços cobrados pelas firmas do setor, na tentativa de recompor as margens de lucros perdidas, também aumentaram em janeiro.

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