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Internacional 
• Bolsas globais operaram em território negativo devido ao aumento das incertezas em torno da disputa comercial
• ISM de produção industrial nos EUA registra valor abaixo das expectativas
• PMI da Alemanha reforça a tese de que a economia alemã passa por uma melhora gradual

Brasil 
• Na contramão do exterior, bolsa local opera com claro viés altista
• PMI do setor manufatureiro brasileiro impulsiona o mercado
• Ameaça de imposição de tarifas sobre aço e alumínio não assusta investidores
• IBGE publica amanhã (03/12) a leitura do PIB para o 3T2019


FECHAMENTO:

Ibovespa: 109.039 (+0,74%)
Real/Dólar: 4,21 (-0,48%)
DI Jan/21: 4,74% (+ 4 bps)
S&P 500: 3.113 (-0,86%)

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

PRINCIPAIS ALTAS:

CSNA3:R$ 13,27 (+5,25%)
GNDI3: R$ 59,34 (+4,67%)
BTOW3: R$ 58,72 (+4,22%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

RADL3: R$ 109,90 (-2,73%)
QUAL3: R$ 36,00 (-2,17%)
SMLS3: R$ 34,04 (-2,07%)


CENÁRIO EXTERNO:

Mercados… Acompanhando a tendência verificada na 6ªF da semana passada, índices acionários ao redor do globo voltaram a operar em queda. Tanto o S&P500, índice americano, quanto o STOXX600, índice pan-europeu, sofreram quedas na sessão. O fraco desempenho dos índices explica-se, mais uma vez, em torno das incertezas geopolíticas que têm contaminado as mentes de investidores, consumidores e produtores. Nesta frente, o anúncio do atual Secretário do Comércio dos EUA, Wilbur Ross, de que Trump amentará tarifas sobre a China caso ambas as delegações não cheguem a um acordo foi o suficiente para pesar sobre o desempenho de ativos de risco ao redor do mundo.

Disputa comercial…. Após mais uma semana repleta de indefinição devido à aprovação, por parte do Congresso e presidente americano, de uma lei que protege as liberdades políticas de Hong Kong, investidores continuam a operar com cautela. Esta mesma dinâmica continuou ditando o ritmo dos mercados, e a situação piorou após a China proibir a presença de aviões e navios da marinha americana em Hong Kong como forma de retaliação. Como a medida não envolveu uma imposição de tarifas, a medida apenas sinaliza que o gigante asiático não irá tolerar interferências externas sobre sua política de controle interna. Não obstante, incertezas em torno de como tal medida pode afetar o progresso das negociações, que até o começo da semana passada estavam “muito próximas” de serem firmadas, continuarão preocupando a mente dos investidores.

Economia americana…. O ISM (Institute for Supply Management, em inglês) publicou hoje seu índice de atividade referente ao setor industrial, o PMI. O índice acabou catalogando um valor abaixo do esperado, dando sustentação à tese de que a maior economia do mundo está lentamente entrando em um processo de desaceleração. Como era de se esperar, o precário estado do comércio global continua sendo o principal ponto de preocupação entre os produtores. Naturalmente, o resultado acabou exercendo pressão baixista sobre o índice de mercado local.

Economia alemã…. Na contramão dos EUA, o índice de gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) para a maior economia do bloco europeu catalogou um avanço acima das expectativas. Pela primeira vez em cinco meses, expectativas com relação a produção tornaram-se positivas. De qualquer forma, a queda nos novos pedidos ainda continua demonstrando resistência ao aumento face à fraqueza que tem caracterizado a demanda devido às tensões comerciais. Por causa disto, o índice continua situando-se em território contracionista (menor que 50). Na 6ªF da semana passada, o Parlamento alemão aprovou um orçamento público recorde de $ 362 bilhões de euros, atendendo ao chamado do ex-presidente do BCE, Mario Draghi, que preconizava a utilização da política fiscal para reverter o lentíssimo quadro de recuperação da economia europeia. Resta saber agora se a nova política e gastos será suficiente para sustentar a atividade em caso de manutenção das tensões que tem assolado o comércio internacional.


BRASIL:

Mercados… Na contramão das bolsas no exterior, o Ibovespa operou com tendência altista e voltou a fechar em torno dos 109.000 pontos. A notícia de que Trump pretende implementar tarifas sobre as exportações de aço e alumínio brasileiro não parecem ter surtido efeito significante sobre a bolsa. De certa forma, isto faz sentido, uma vez que estes produtos compõem apenas 1,8% da pauta de exportações brasileiras. Na outra ponta, uma melhora no setor manufatureiro, indicado por um aumento no índice PMI, contribuiu para o ânimo dos mercados nesta 2ªF. O setor registrou um aumento na produtividade, este devido principalmente a um aumento notável nas vendas.

Mais dos mercados… O real, ao contrário do que se verificou na semana passada, voltou a ganhar terreno contra o dólar e voltou a ser negociado em torno dos R$/US$ 4,20, repercutindo a piora dos dados de atividade nos EUA (vide Cenário Externo). As taxas futuras de DI, por sua vez, operaram em queda, embutindo as menores expectativas inflacionárias que um dólar mais fraco acaba promovendo. O CDS de cinco anos (medida de risco país), voltou a ser negociado em alta, todavia repercutindo as frustrações de investidores com relação ao progresso das reformas estruturais. Até que as reformas não tomem novamente os holofotes, uma queda mais consistente não deverá se materializar.

No radar…. Amanhã o IBGE irá divulgar o PIB brasileiro do terceiro trimestre, tanto em termos anuais quanto trimestrais. Expectativas de mercado indicam que o PIB deve crescer 1,1% em termos anuais; o que configuraria um aumento de 0,01 ponto percentual com relação à última leitura. O PIB deve continuar demonstrando a força do consumo das famílias, que tem sido recorrentemente beneficiada pela baixíssima inflação, juros menores e expansão do crédito. De qualquer maneira, como já mencionamos anteriormente, um crescimento mais robusto da economia dependerá diretamente da retomada do investimento, tanto do setor privado quanto do público. Espera-se que o primeiro mostre uma recuperação mais robusta devido aos juros mais baixos e à maior confiança na economia, enquanto o segundo volte em função do ajuste fiscal em curso, que abriria espaço para ampliar, no futuro, os investimentos denominados discricionários- que contemplam um fluxo de recursos para expandir o capital público – complementando, assim, a atividade do setor privado.

Vale…. A siderurgica, independente do anúncio do americano, acabou configurando-se na ponta verde do pregão. Em evento denominado Vale Day nos EUA, a empresa apresentou perspectivas bastante positivas de produção; algo que agradou bastante os mercados. Dados de produção industrial na China também tiveram contribuição significante pare explicar o aumento na demanda por seus produtos, enquanto o dólar nas altas continua beneficiando as receitas de exportação da empresa.

Qualicorp…. A administradora de planos de saúde situou-se como principal destaque negativo ao longo do pregão desta segunda-feira. O desempenho fraco da ação representa um ajuste técnico de realização de lucros por parte dos investidores. Após valorizar-se intensamente em mais de R$ 5 ao longo do último mês, investidores acabaram exercendo uma pressão vendedora sobre o papel da empresa.

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Luis Gustavo Pereira Luis Gustavo Pereira

Estrategista

Graduado em Administração de Empresas pela ESPM, com pós-graduação em Economia e Setor Financeiro pela USP e MBA em Finanças pelo INSPER. Tem mais de 8 anos de experiência no mercado financeiro. Atualmente, é o estrategista da Guide Investimentos.

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