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Internacional 
• Escalada de tensões entre Irã e EUA continua promovendo volatilidade adicional aos mercados
• Atividade europeia continua demonstrando sinais de fraqueza
• Economia americana segue ilustrando um estado robusto

Brasil 
• Bolsa local opera em queda, contaminada pelo cenário externo
• Setor de serviços continua superando setor manufatureiro


FECHAMENTO:

Ibovespa: 116.877 (-0,70%)
Real/Dólar: 4,06 (+0,17%)
DI Jan/21: 4,53% (-1 bps)
S&P 500: 3.246 (+0,35%)

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

PRINCIPAIS ALTAS:

BRKM5: 33,40 (+5,20%)
QUAL3: 41,65 (+4,10%)
PETR3: 33,05 (+3,25%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

SANB11: 47,59 (-6,56%)
BRDT3: 29,03 (-5,01%)
GOLL4: 34,25 (-4,60%)


CENÁRIO EXTERNO:

Mercados… Bolsas globais operaram mistas ao longo da sessão desta 2ªF. Enquanto o STOXX600, índice pan-europeu, fechou o dia em território negativo, o S&P500 apreciou uma ligeira valorização. Mesmo com a escalada de tensões entre EUA e Irã, investidores não precificam uma guerra entre os dois países; algo que colocaria, possivelmente, um elevado prêmio sobre a preço do petróleo nos mercados internacionais.

Economia europeia…. A baixa nos mercados europeus foi parcialmente explicada em função de mais um dado de atividade decepcionante. A leitura final para dezembro do Índice de Gerentes de Compra composto (serviços e manufatura) voltou a reiterar o estado anêmico da economia da região. Ao catalogar um valor de 50,6, a atividade na região seguiu perto da estagnação no final de 2019. A divergência entre o setor de serviços e manufatureiro continua nítido, com o primeiro registrando uma performance notadamente melhor que o segundo. O enfraquecimento da demanda externa, conjugado à uma ociosidade dos fatores, continua pesando tanto sobre a produção quanto sobre a contratação de novos empregados.

Economia americana…. Ao contrário do que o ocorreu com a economia continental, o PMI composto dos EUA animou o ânimo dos investidores ao registrar um valor de 52,7, todavia em direção à expansão. O avanço no indicador acabou refletindo o aumento nos novos pedidos; algo que repercute diretamente o estado saudável da demanda doméstica das famílias, principal força motriz por traz do vigoroso ciclo de expansão da economia americana. Para a felicidade das autoridades monetárias, os provedores de serviços obtiveram sucesso, na tentativa de recompor suas margens, em repassar aumento de preços para os consumidores domésticos.


BRASIL:

Mercados… Na falta de um fluxo de notícias, o desenvolvimento do Ibovespa ficou à mercê de um cenário externo que já demonstra ser desafiador neste início de ano. O agravamento das tensões entre o Irã e os EUA colocou um freio no apetite por ativos de risco brasileiros, e a corrida para ativos de segurança que o evento acabou penalizando o real no mercado cambial. Ao todo, a divisa brasileira desvalorizou-se em 0,2% ao longo do pregão e terminou o dia cotado ao R$ 4,06/US$. Devido à falta de desenvolvimento no âmbito fiscal, o CDS de cinco anos (medida de risco-país) operou de forma e estável e segue sendo negociado abaixo dos 100 pontos base. No mercado de juros, as taxas esboçaram movimentos de alta, principalmente ao longo dos vértices mais longos, espelhando tanto a alta do dólar quanto o efeito substituição em prol de títulos americanos.

Atividade econômica…. Expectativas em torno do crescimento da economia brasileira foram levemente reforçadas pela divulgação do índice de gerentes de compra composto em dezembro. O setor de serviços segue superando a performance do setor manufatureiro. O contínuo aumento na confiança do primeiro, conjugado a uma elevação na demanda doméstica, todavia segue criando condições de crescimento no curto-médio prazo. O lentíssimo avanço na contratação de novos empregados, em ambos os setores, em função das dificuldades de cortar outros custos, continua sendo uma fonte de preocupação.

Braskem… Pelo segundo pregão consecutivo, a petrolífera liderou as altas das empresas brasileiras. Por mais que tenha sido noticiado que a petrolífera pode vir a sofrer futuras ações judiciais das vítimas que se sentirem prejudicadas, o bom desempenho do papel segue refletindo o acordo realizado e divulgado na última 6ªF. Além disso, a empresa segue se beneficiando do aumento no preço do petróleo em decorrência da escalada do conflito entre os EUA e o Irã.

BR Distribuidora… A distribuidora de combustíveis esteve na ponta oposta. A acentuada queda refletiu a notícia divulgada no domingo pela coluna do Lauro Jardim no Globo, na qual afirma que a Petrobras estaria pronta para vender sua fatia restante da BRDT3 ainda no primeiro trimestre de 2020. Somando-se a possível venda, a escalada no preço do petróleo também pressionou a empresa no pregão de hoje.

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Luis Gustavo Pereira Luis Gustavo Pereira

Estrategista

Graduado em Administração de Empresas pela ESPM, com pós-graduação em Economia e Setor Financeiro pela USP e MBA em Finanças pelo INSPER. Tem mais de 8 anos de experiência no mercado financeiro. Atualmente, é o estrategista da Guide Investimentos.

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