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Internacional
• Bolsas internacionais tem sessão de leve recuperação;
• Um maior otimismo em torno da retomada de negociações comerciais entre China e EUA contribuiu pra o bom desempenho dos mercados no dia;
• Ata do FOMC não traz grandes novidades

Brasil
• O mercado local reagiu positivamente a avanço da cessão onerosa, impulsionado também pela melhora verificada no exterior;
• IPCA de setembro registra deflação e reforça apostas em novos cortes da taxa Selic.


FECHAMENTO:

Ibovespa: +1,27%; 101.248 pts
Real/Dólar: +0,33%; R$ 4,10
DI Jan/21: -11 bps; 4,71%
S&P 500: +0,91%; 2.919 pts

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

PRINCIPAIS ALTAS:

UGPA3:R$ 19,25 (+4,56%)
MGLU3:R$ 39,65 (+4,34%)
BBDC3:R$ 30,77 (3,99%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

JBSS3: R$ 29,45 (-3,92%)
NATU3: R$ 31,87 (-1,79%)
VVAR3: 7,59 (-1,68%)


CENÁRIO EXTERNO:

Mercados… Bolsas ao redor do mundo tiveram sessão de recuperação nesta 4ªF. O viés positivo das bolsas internacionais refletiu o arrefecimento de tensões comerciais na véspera das negociações entre China e Estados Unidos. Como mencionamos no Mercados Hoje, mesmo com o anúncio de que a Casa Branca pretende travar o fluxo de negociações entre empresas americanas e 28 empresas chinesas, a china se demonstrou propensa a executar um acordo parcial. Para reforçar esta inclinação, Liu He, principal representante da delegação chinesa, comunicou que pretende aumentar as compras de soja em até 10 milhões de toneladas. Este aumento nas compras estipulada pelos chineses somente se concretizará caso os americanos estejam dispostos a suspender os incrementos tarifários que estão previstos neste mês e em dezembro. Desta forma, com o início das negociações amanhã, permanece o sentimento de cautela, ilustrado pelo fortalecimento do dólar (DXY) contra seus principais pares ao longo do pregão de hoje.

Ata do FOMC…O Fed, banco central americano, publicou a ata da reunião do FOMC de setembro – documento que explicita o racional por trás da última decisão de política monetária, onde, após forte discordância entre os membros, decidiu-se por um corte de 25 p.p.. O relatório, ao mencionar a opinião de alguns membros, voltou a reiterar a importância da disputa comercial e da desaceleração econômica global como principais riscos para a economia americana. De modo geral, a minuta não trouxe nada de inédito, algo que ficou evidente quando se nota que as expectativas de mais um corte na próxima reunião ficou praticamente inalterado.

Mercado Monetário… Em uma sessão da ata, o documento deixou explícito que as recentes operações do Fed para prover liquidez para o mercado de financiamento de curto prazo não devem ser confundidas como uma retomada das práticas de Relaxamento Quantitativo (QE em inglês). A medida causou confusão entre analistas, visto que tal iniciativa infla o balanço do banco central, algo que aconteceu de forma drástica quando se iniciou as práticas de QE no período pós a crise de 2008. A diferença, porém, é que neste caso o Fed tem como objetivo único prover liquidez, comprando somente títulos com prazos de até um ano, enquanto no QE também se compravam títulos com prazos longos com o intuito de derrubar taxas e impulsionar a atividade econômica. No final, a nova medida acaba causando, como mencionou Powell, um “crescimento orgânico” do balanço.


BRASIL:

Mercados… A bolsa local, condicionada aos acontecimentos geopolíticos, teve desempenho positivo ao longo das sessão e fechou o dia em território notadamente positivo (+1,27%). O mercado acionário local, além de reagir aos acontecimentos externos, repercutiu a divulgação do comparativo mensal do IPCA que, ao contrário das expectativas, registrou deflação. O dado demonstrou que a inflação acumulada em 12 meses continua consideravelmente abaixo da meta, o que amplia ainda mais as apostas de um novo corte na taxa de juros (falamos disso no Flash Macro). Naturalmente, este fato se fez sentir tanto no câmbio quanto nas taxas dos contratos de DI futuro. As taxas operaram em queda, enquanto o câmbio se depreciou vigorosamente; ambos os movimentos ocorrem devido a uma precificação com expectativa de Selic abaixo do nível de 5,0% ao fim do ano. O CDS (medida de risco país), por sua vez, também sofreu pressão para baixo em função da continuidade da tramitação da reforma da Previdência e da aprovação, por parte do TCU, da realização do leilão da cessão onerosa.

 

JBS…. A produtora de alimentos teve o pior desempenho ao longo das sessões de hoje. Dois senadores americanos fizeram um requerimento para que o Tesouro dos EUA verifique as transações da empresa no país. De acordo com os senadores, a empresa “se envolveu em atividades financeiras ilícitas, incluindo suborno a funcionários do governo brasileiro e as relações comerciais com o ilegítimo regime de Maduro da Venezuela”.

Gol… A companhia aérea esteve entre os principais destaques de hoje. Seu desempenho positivo ao longo das negociações deve-se à divulgação da expectativa para margem EBITDA de 29% a 31% no 3T19, acima da expectativa do mercado que era de 28,6%.

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Renda Variável*


Luis Gustavo Pereira – CNPI
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Luis Gustavo Pereira Luis Gustavo Pereira

Estrategista

Graduado em Administração de Empresas pela ESPM, com pós-graduação em Economia e Setor Financeiro pela USP e MBA em Finanças pelo INSPER. Tem mais de 8 anos de experiência no mercado financeiro. Atualmente, é o estrategista da Guide Investimentos.

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