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Mercados Hoje: Desconfiança trava negociações

Introdução:

Internacional
• Mercados iniciam o dia em tom negativo;
• Dólar (DXY) opera no patamar mais alto desde meados de 2017;
• Relatos de que China e Estados Unidos estão encontrando dificuldades para agendarem a data da nova rodada de negociações promoveram uma maior cautela no exterior;
• Queda de braço no Reino Unido e sequência de indicadores de atividade abaixo do esperado na Zona do Euro contribuem para o cenário de dólar forte;
• Investidores acompanham a divulgação de novas medidas de atividade nos EUA e na China.

Brasil
• Mercado local deve seguir prejudicado pela piora no exterior;
• Senado começa a desenvolver proposta para reforma tributária;
• Guedes começa a ganhar batalha do retorno do CPMF;
• PEC da sessão onerosa pode ser votada no plenário do Senado;
• IBGE divulga produção industrial de julho.


CENÁRIO EXTERNO: DESCONFIANÇA TRAVA NEGOCIAÇÕES

Mercados… Mercados asiáticos encerraram mais uma sessão sem direção única. As bolsas de Tóquio e de Shanghai fecharam próximas à estabilidade, enquanto o Hang Seng (Hong Kong) registrou queda de 0,4% na sessão. Na Europa, índices de mercado abrem com viés negativo, com as bolsas de Londres e de Frankfurt recuando 0,2% e 0,4%, respectivamente. Em NY, futuros estão em queda, e o dólar (DXY) se valoriza contra seus principais pares, e opera no patamar mais alto desde meados de 2017. Na frente das commodities, ativos se movimentam majoritariamente em terreno negativo. O petróleo (Brent crude) recua 1,4% até o momento, negociado abaixo dos US$ 58/barril.

Desconfiança trava negociações… Em dia de volta de feriado em NY, os relatos de que China e Estados Unidos estão encontrando dificuldades para agendarem a data da nova rodada de negociações promovem uma maior cautela no exterior. O grande problema seria a desconfiança entre os governos das duas maiores economias globais. A China teria pedido, sem êxito, para que os EUA adiasse a imposição das mais novas tarifas, e em troca está dificultando a determinação dos termos para o início das próximas negociações. Além disso, a China acionou os EUA na OMC (Organização Mundial do Comércio), alegando que o governo americano desrespeitou a “trégua” acordada durante o encontro do G20 em Osaka (Japão). Com novas tarifas programadas para entrar em vigor em outubro e em dezembro, a retomada das conversas é de suma importância para a melhora de humor do mercado, que vê o embate como principal ameaça ao crescimento global. Por ora, o ambiente de incerteza se mantém, e a aversão ao risco predomina nos mercados nesta manhã.

Queda de braço e atividade fraca impulsionam dólar… Em paralelo à disputa sino-americana, a queda de braço que se configurou no Reino Unido no tocante ao Brexit e a sequência de leituras de indicadores de atividade fracas na Zona do Euro contribuem para o cenário de dólar forte no dia de hoje. No Reino Unido, após um movimento dos parlamentares, que tem como objetivo aprovar um projeto que adia a saída do Reino da UE, a mídia britânica passou a especular que o premiê, Boris Johnson poderia convocar eleições gerais amanhã como resposta. O noticiário tumultuado derrubou a libra esterlina para próxima da cotação de US$ 1,20, enquanto o euro, que vem recuando a cada indicação de fraqueza da economia europeia, já é negociado a US$ 1,10.

Na agenda… Nos EUA, saem as leituras de agosto do PMI/Markit industrial (10h45) e do ISM da indústria (11h) pela manhã. Mais tarde, o membro votante do FOMC, e diretor do Fed de Boston, Eric Rosengren discursa (18h). Por fim, no fim do dia, a serão divulgados os dados dos PMIs composto e do setor de serviços de agosto na China.

 


BRASIL: SENADO COMEÇA A DESENVOLVER TRIBUTÁRIA

Reforma tributária no senado… O relator da reforma tributária na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do senado, Roberto Rocha (PSDB-MA), pretende apresentar seu parecer até o dia 20 de setembro. O relatório deve unificar vários tributos com a criação do Imposto de Valor Agregado (IVA) duplo. A duplicidade permitiria uma alíquota para a União e outra para os estados e municípios. A intenção dos senadores é enviar o projeto alterado pelo parecer para a Câmara, onde ele deve ser unido à proposta sendo desenvolvida pelos deputados.

Concessões feitas ao modelo governista… O relator explicou em entrevista, realizada ontem (02), que o IVA duplo permite a simplificação desejada por todos, sem prejudicar a autonomia dos estados e municípios, conceito que a equipe do ministro Paulo Guedes enxerga como importante. Rocha também demonstrou que compartilha a preocupação do governo com a excessiva oneração da folha de pagamento, algo que o ministro da Economia aponta como uma barreira para a criação de empregos. Gudes defende que contribuição patronal seja reduzida de 20% para 10%, tendo como contrapartida um novo tributo sobre movimentações financeiras (CPMF).

Guedes começa a ganhar batalha da CPMF… Pela primeira vez desde que o assunto da tributária voltou à tona, vimos um parlamentar admitir a possibilidade de um retorno de uma nova interação da CPMF, que o relator admitiu estar sendo estudada. Pouco a pouco, a ideia defendida por Guedes e seu secretario Márcio Cintra, que inicialmente era considerada ponto inegociável para os parlamentares, ganha a aceitação do legislativo. Ainda existe ampla resistência no Legislativo diante o retorno da CPMF, mas o governo aparenta progredir em sua missão de reduzir esta resistência.

Desestatização da Eletrobrás… Rodrigo Maia (DEM-RJ), Paulo Guedes e o ministro de Minas e Energia, Beto Albuquerque, se reuniram ontem (02), para discutir a desestatização da Eletrobrás. O presidente da Câmara já se declarou favorável a um projeto que possibilite investimentos privados na estatal de energia elétrica, desde que o projeto trouxesse fortes regulamentações e garantisse recursos para todas as áreas atendidas pela holding que gera, transmite e distribui eletricidade. Maia acredita que a Eletrobrás requer R$16 bilhões em investimento por ano, caso contrário, a holding perderá market share.

Na agenda… O destaque da agenda econômica local será a divulgação da produção industrial de julho pelo IBGE. A expectativa e por uma reação do setor (+0,5%) após uma queda de 0,6% no mês anterior. Em Brasília, o Senado tem sessão as 16h, onde poderá ser votada PEC da sessão onerosa.

E os mercados hoje? Lá fora, bolsas operam em baixa, com investidores mostrando cautela me meio à manutenção do cenário de incerteza. No Brasil, o mercado deve ficar a mercê dos movimentos no exterior, na falta de noticiário local relevante, enquanto o dólar testa os limite do Bacen. Com isso, esperamos mais um dia de viés negativo para ativos brasileiros.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: -0,50%, aos 100.625 pontos;
Real/Dólar: +0,96%, cotado a R$ 4,18;
Dólar Index: +0,00%, cotado a 98.916;
DI Jan/21: +5 pontos base, 5.58%;
S&P 500: +0,06% aos 2926 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
– Mais pobres puxam alta na reprovação a Bolsonaro, aponta Datafolha
– Bolsonaro corta Orçamento de programas sociais em 2020
– Mesmo com crise fiscal, Bolsonaro aumenta gasto com desfile de Sete de Setembro
– Ernesto Araújo dá carona em avião da FAB para esposa passar férias em Paris

O Estado de São Paulo
– Reforma da Previdência provoca corrida por aposentadoria no serviço público
– MEC vai cortar recurso da Capes e federais terão mesmo orçamento
– Com ventos de 295 km/h, furacão Dorian devasta Ilhas Ábaco, nas Bahamas
– ‘Bolsa ainda é nossa maior aposta para o ano’, diz diretor do Itaú

Valor Econômico
– Estados e capitais cortam investimento pela metade no primeiro semestre
– Argentina restringe compra de dólar para conter câmbio
– Financiamento de veículos bate recorde desde 2011
– Eneva planeja lançar R$ 1 bilhão em debêntures

O Globo
– Punição a juiz que decretar prisão de maneira ‘ilegal’ opõe Bolsonaro e Congresso
– Datafolha: reprovação de Bolsonaro vai de 33% para 38%
– Telegrama revela satisfação da Casa Branca com medidas do governo Bolsonaro
– De olho em 2020, disputas para prefeituras de Rio e São Paulo racham PSL

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Equipe Econômica

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